14/11/2008

Há muito não posto aqui.
Talvez hoje caiba mais um desabafo... Na real acho que essa é a verdadeira função de um blog.
O tempo passa, as coisas mudam, as pessoas mudam, a gente muda. Mas a vida continua sendo feita de paixões fugazes. Desta vez mais uma. Demora. Leva tempo pra surgirem novamente aquelas que nos derrubam. Mas elas chegam. E desta vez não foi diferente. Sempre paixões! Sempre fugazes! Não sei se sorrio ou se choro. Mais uma história, que mal começara... Tudo parecia perfeito. Era estóico...
Mas sempre tem alguma coisa que a gente não sabe. E que muda tudo quando menos esperamos. Queria continuar positivo, sempre a frente, contemplando ataraxico a fugacidade de meus próprios relacionamentos. Mas hoje não vai dar.

11/02/2008

De William Shakespeare

Depois de algum tempo você
aprende a diferença, a sutil
diferença entre dar
a mão e acorrentar uma alma

E você aprende que amar
não significa apoiar-se,
e que companhia
nem sempre significa segurança.

E começa a aprender
que beijos não são contratos
e presentes não são promessas.

E começa a aceitar suas derrotas
com a cabeça erguida e
olhos adiante,
com a graça de um adulto
e não com a tristeza
de uma criança.

E aprende a construir todas
as suas estradas no hoje,
porque o terreno do amanhã
é incerto demais para os planos,
e o futuro tem o costume de
cair em meio ao vão.

Depois de um tempo você aprende
que o sol queima se ficar
exposto por muito tempo.

E aprende que não importa
o quanto você se importe,
algumas pessoas
simplesmente não se importam...

E aceita que não importa
quão boa seja uma pessoa,
ela vai feri-lo de vez em quando
e você precisa perdoá-la, por isso.

Aprende que falar pode
aliviar dores emocionais.

Descobre que se leva anos
para se construir confiança
e apenas segundos para destruí-la,
e que você pode fazer
coisas em um instante,
das quais se arrependerá
pelo resto da vida.

Aprende que verdadeiras amizades
continuam a crescer mesmo
a longas distâncias.

E o que importa não é
o que você tem na vida,
mas quem você tem na vida.

E que bons amigos são a família
que nos permitiram escolher.

Aprende que não temos que
mudar de amigos se compreendemos
que os amigos mudam, e percebe que
seu melhor amigo e você
podem fazer qualquer coisa,
ou nada, e terem bons
momentos juntos.

Descobre que as pessoas
com quem você mais
se importa na vida
são tomadas de você
muito depressa, por isso
sempre devemos deixar
as pessoas que amamos
com palavras amorosas.

Pode ser a última vez
que as vejamos.

Aprende que as circunstâncias
e os ambientes têm
influência sobre nós,
mas nós somos responsáveis
por nós mesmos.

Começa a aprender que
não deve se comparar com os outros,
mas como melhor que você pode ser.

Descobre que leva muito tempo
para se tornar a pessoa
que se quer ser,
e que o tempo é curto.

Aprende que não importa
onde já chegou, mas
onde está indo, mas se você
não sabe para onde está indo,
qualquer lugar serve.

Aprende que, ou você controla
seus atos ou eles o controlarão,
e que ser flexível não
significa ser fraco
ou não ter personalidade,
pois não importa quão delicada e
frágil seja uma situação,
sempre existem dois lados.

Aprende que heróis são pessoas que
fizeram o que era necessário fazer,
enfrentando as conseqüências.

Aprende que paciência
requer muita prática.

Descobre que algumas vezes
a pessoa que você espera que o chute
quando você cai é uma das poucas
que o ajudam a levantar-se.

Aprende que maturidade tem mais
a ver com os tipos de experiência
que se teve e o que você aprendeu
com elas do que com quantos
aniversários você celebrou.

Aprende que há mais dos seus
pais em você do que você supunha.

Aprende que nunca se deve
dizer a uma criança que
sonhos são bobagens,
poucas coisas são tão humilhantes
e seria uma tragédia
se ela acreditasse nisso.

Aprende que quando está
com raiva tem o direito
de estar com raiva, mas isso
não te dá o direito de ser cruel.

Descobre que só porque alguém
não o ama do jeito que você
quer que ame, não significa que
esse alguém não o ama
com tudo o que pode, pois
existem pessoas que nos amam,
mas simplesmente não sabem
como demonstrar ou viver isso.

Aprende que nem sempre é
suficiente ser perdoado por alguém,
algumas vezes você tem que
aprender a perdoar a si mesmo.

Aprende que com a mesma
severidade com que julga,
você será em algum momento
condenado.

Aprende que não importa
em quantos pedaços seu
coração foi partido,
o mundo não pára
para que você o conserte.

Aprende que o tempo
não é algo que possa
voltar para trás.

Portanto, plante seu jardim
e decore sua alma, em vez
de esperar que alguém
lhe traga flores.

E você aprende que,
realmente pode suportar...
que realmente é forte,
e que pode ir muito mais
longe depois de pensar
que não agüenta mais.

E que realmente a vida
tem valor e que você
tem valor diante da vida!

"Nossas dádivas são traidoras e nos fazem perder o bem que poderíamos conquistar, se não fosse o medo de tentar."

14/01/2008

Solidão e vício

Se não estivermos dispostos a superar o medo da rejeição, sempre nos sentiremos sós. A solidão ocorre de muitas maneiras. Alguns a sentem simplesmente por não terem contato com outros seres humanos. Outros se sentem sós até em uma sala lotada. Alguns, porque são solteiros. Outros são casados e sentem solidão. Outros ainda experimentam a solidão porque traíram a si mesmos e sentem saudade do seu eu perdido. A solidão parece estar sempre à espreita e é uma das experiências da vida que nunca superamos totalmente.
A sensação de que ninguém nos conhece de verdade pode ser uma das formas mais debilitantes de solidão e é gerada por nossa própria falta de disposição para nos revelar. O paradoxo de querermos ser conhecidos e amados como somos mas de nos recusarmos a nos revelar por medo da rejeição cria uma solidão tremenda em nossas vidas.
É aí que fechamos o círculo. Ansiamos por intimidade, fugimos da intimidade, dizemos a nós mesmos que precisamos nos libertar dos vínculos emocionais, mas acabamos escravizados de uma forma ou outra.
Por não querermos assumir os riscos da intimidade, tentamos preencher o vazio criado pela falta dela em nossas vidas. Daí nascem nossos vícios. Se não alimentamos de forma saudável o poço sem fundo criado pela ausência de intimidade, acabamos alimentando-o de formas autodestrutivas. Alguns tentam preencher o vazio com àlcool; uns, com compras; outros, com drogas. Muitos irão preenchê-lo com uma série interminável de relacionamentos de curta duração, e um número cada vez maior de pessoas tenta preencher o vazio com experiências sexuais. O resultado é um vazio cada vez maior. Todos esses vícios são apenas tentativas pouco saudáveis de preencher o vazio criado pela falta de intimidade verdadeira.
Os vícios são alguns dos mais poderosos enganos que podemos vivenciar. Os vícios nos desconectam da realidade. Então, por que nos atraem com tanta força? Por uma razão incrivelmente simples: eles mudam o modo como pensamos sobre nós mesmos. Enquanto a intimidade nos leva à partilha com os outros, os vícios nos empurram cada vez mais em direção à solidão de nossos mundos imaginários. Eles mantêm viva a ilusão de que somos o centro do universo.
A intimidade genuína nos liberta da solidão, mas, quando fugimos da intimidade, muitas vezes acabamos escravizados pelo vício.
(Matthew Kelly)